Durante a nossa passagem por Belo Horizonte, paramos na pista local do Daniel Overallzinho, em Sarzedo. Entre uma sessão e outra, rolou um papo rápido e algumas fotos com um dos nomes mais raiz do BMX mineiro.

Como começou a sua história com o BMX e qual foi sua primeira bicicleta?
Minha primeira bicicleta foi uma aro 24 que ganhei de presente da minha mãe, eu tinha por volta de 12 anos. Conheci o BMX através de um DVD Props que ganhei de um conhecido do downhill. Meu primeiro contato de verdade com o esporte foi em Betim, assistindo o Haruo destruir naquela pista com aqueles aéreos gigantes. Logo depois comprei um quadro quebrado, enchi de solda e comecei a montar minha primeira BMX de verdade.


Quais eram os parceiros de sessão naquela época?
Na minha cidade éramos poucos, praticamente começamos todos juntos, porque não havia muitos riders de BMX. Meus parceiros daquela época eram o Nenem, Maycon, Guilherme, Bene, Emanuel e Josiel.
Quem foram suas maiores inspirações?
No começo, minha maior inspiração era o Morgan Wade, eu queria fazer tudo que via nos DVDs dele. Mas com o tempo fui conhecendo outros riders e o que mais me inspirou, 100%, foi o Garrett Reynolds.

Qual foi o momento mais marcante com o BMX até agora?
Sem dúvida, o momento mais marcante pra mim foi quando consegui o patrocínio da Paco Bikes. Foi um sonho realizado, um reconhecimento que me marcou muito.
Como você vê o futuro do BMX?
Depois que o BMX entrou nas Olimpíadas, o esporte ganhou muito mais notoriedade, valorização e também menos discriminação. Isso abriu espaço pra novas parcerias e oportunidades. Espero muito que o BMX Street também entre nas Olimpíadas, seria um passo incrível pra cena.
Algum plano de viagem?
Tenho, sim! Meu plano é participar do FISE Street em 2026

Se pudesse dar uma dica para seu “eu” do passado, quando começou no BMX, qual seria?
Eu diria pra estudar inglês, guardar uma grana e se jogar pra San Diego, na Califórnia. Lá é o berço do BMX, e viver isso de perto faz toda a diferença.
Uma mensagem pra finalizar…
Minha mensagem é simples: siga sua intuição. Se você realmente quer um futuro profissional na bike, vá com tudo. A vida é hoje e agora, então vamos pedalar, ser felizes, construir amizades e colecionar momentos.


